Thursday, November 12, 2009

"Isso é demais pra você?"

CR, já conheço esse papinho. Te moderei por uma razão muito simples: As publicações das TJs - igual ao Novo Testamento - enfatizam a escatologia. Normal no cristianismo. Mas nunca são taxativas (tirando os exemplos que dei) em relação ao fim do mundo/sistema. E há sempre a admissão de erros quando necessário. Não só para aspectos relacionados ao fim do sistema, mas também para doutrinas.
Resumindo: Já há uma penca de blogs e sites feitos para avacalhar as TJs. Alguns, acredite, são até engraçados. Sendo assim, você não precisa do meu blog para divulgar suas teorias. Já tou bem grandinho para não cair nesse truque do "Isso é demais para você?"

Thursday, November 05, 2009

Fim do Mundo! De novo!

1914
Quem e o que previu

Testemunhas de Jeová esperaram o cataclismo final para 1914. Fracassara a previsão anterior que indicara 1874.
O que aconteceu
Fracassou também a previsão futura, para 1975.
(Andre Petry)


E não é que no artigo de André Petry sobra até para as TJs? Caramba!
Vamos aos fatos. Não é verdade que as TJs previram o fim do mundo em 1975. Houve um livro que criou uma expectativa em torno do ano de 1975. Era o livro “Vida Eterna – na liberdade dos filhos de Deus” lançando em 1966. E ele apenas informava que segundo a cronologia bíblica em 1975 a criação faria 6.000 anos de idade. É claro que isso gerou uma expectativa nos crentes. Pra variar, as publicações sempre enfatizaram que “o Reino estava próximo”. Isso gerou mais ruído e expectativa. Mas nunca houve uma declaração categórica afirmando que o fim do mundo viria em 1975 como Petry indica no artigo.

Mas 1914 sim. O movimento dos Estudantes da Bíblia ( o nome "Testemunhas de Jeová" só foi adotado em 1935) desde 1870 se interessava pela cronologia bíblica. E um dos profetas mais interessados em cronologia foi o profeta Daniel. No livro homônimo há uma profecia que aponta para os anos 29 AD, 36 AD e 1914 AD. Outro dia, se eu tiver tempo, claro, falo mais da profecia. Mas o fato é que com mais de 40 anos de antecedência os Estudantes da Bíblia apontavam para o ano de 1914 como data do início do Reino de Deus e, claro, do fim do mundo. Mas não do fim do planeta, é bom lembrar. Desde que começaram suas atividades os Estudantes da Bíblia não pregavam o fim da vida humana na Terra.
O que achei significativo foi o fato de Petry ignorar que 1914 foi o ano da Grande Guerra. Quem é cético pode até achar que foi pura coincidência o fato de os Estudantes da Bíblia apontarem para o ano de 1914 com tanta antecedência. Entendo isso. Mas não entendi o porquê de ter ocultado esse dado importante. Curiosamente a tabelinha dele ao indicar o ano de 1939 diz:

1939
Quem e o que previu

Ninguém previu nada
O que aconteceu
Estourou a II Guerra Mundial, a coisa mais parecida com um apocalipse que ocorreu no século XX.


Ok! Ninguém previu a II Guerra. Mas a I Guerra não passou em branco. O cara poderia ter incluído lá: - As TJs previram o fim do mundo para 1914, mas no máximo teve uma 'guerrinha' que matou mais de 10 milhões de pessoas no mundo todo. Seguida da gripe espanhola, que veio logo depois da guerra e matou mais de 20 milhões.
Mas que nada. O cara simplesmente ocultou a informação. Vindo de Petry é normal. Finalizando, convenhamos, a II Guerra Mundial – apesar de muito mais destrutiva – foi mera continuação da I Guerra.

Se alguém quiser saber mais sobre como os Estudantes da Bíblia (testemunhas de Jeová) chegaram a data de 1914 é só ler aqui ou aqui.

Fim do mundo! De novo?

O assunto é elementar. Nem sei se merecia capa de revista. André Petry (sempre ele) desdenha do conceito de fim do mundo na Veja dessa semana. Principalmente quando se trata das referências ao cristianismo. O “culpado” por ter introduzido o conceito no Ocidente.
O fim do mundo no cristianismo não designa o fim do planeta. Nunca. É só má leitura de muita gente leiga e dos ecos que persistem até hoje.
Tome como exemplo o Dilúvio. Fato registrado na Bíblia associado ao fim do mundo. Quer você acredite ou não no evento, o fato é: Aquilo não significou o fim do planeta ou a destruição da humanidade. Foi simplesmente o fim de um sistema. De um mundo. Será tão difícil assim entender isso?
Outro evento associado ao fim do mundo é a destruição das cidades de Sodoma e Gomorra. Novamente tratou-se do fim de uma cidade, de um mundo, de um sistema. E só. O planeta continuou sua trajetória inabalável como já indicava o Salmo 104:5 e o Eclesiastes 4:4. Na Bíblia não se fala em destruição do planeta. Só de sistemas. Sociedades, cidades, nações etc.

Pegue qualquer profecia bíblica das Escrituras Hebraicas (Velho Testamento) e você verá que sempre se fala da destruição de uma cidade (Jerusalém, por exemplo) ou de uma ou mais nações (Judá, Israel, Babilônia, Assíria, Tiro etc). Sempre. E as expressões sempre remetem a cataclismos e coisas do gênero. O curioso é que raramente cataclismos estiveram envolvidos.
Veja, por exemplo, o caso de Babilônia dos dias de Nabonido. A cidade era cercada pelo rio Eufrates. As muralhas e o rio constituíam uma proteção perfeita naqueles tempos. A profecia de Isaías (injustamente acusada de ter sido escrita após os fatos profetizados) indica que Deus faria as águas de Babilônia evaporarem e secarem (Isaías 44:24-27). Catástrofe natural? Suspensão das leis físicas para cumprimento dos desígnios divinos. Nada anormal aconteceu: Ciro apenas desviou as águas do rio Eufrates para poder invadir a cidade de Babilônia à noite. E a profecia se cumpriu. Babilônia caiu exatamente como Isaías profetizara. O fim daquele mundo realmente ocorreu.

Ps.: Tem uma sacanagem com as TJs no artigo dele. Falo disso depois.

Friday, October 30, 2009

Ateísmo e o campo da moral.

Sei que tem muita gente que acha o Olavão maluco. Eu também já achei e me estrepei. Continuo respeitando o cara. E mesmo que ele diga algo que pareça ser uma batatada, sempre leio e espero antes de apedrejá-lo. Geralmente a coisa é uma verdade que só parece ser batatada. Ainda assim fico realmente chateado quando vejo a babaquice dos que vivem perdendo tempo tentando desqualificar o sujeito.
Nunca canso de repetir que, só o fato de Olavo me apresentado Mortimer Adler já vale a minha admiração. Só o livro “Como vencer um debate sem precisar ter razão” já deveria fazer o povo ter o mínimo de respeito pelo sujeito. Quando digo respeito não estou me referindo à devoção basbaque de gente que se acha intelectual por ler “Leite Derramado” ou “Fui dar em Budapeste” do Chico.
Quando eu ainda dava uma espiada nos buracos das muralhas de Mordor (na época eu tinha tempo e ainda não experimentara a ‘dor e a delícia’ da paternidade) lembro de ter visto o Anselmo no blog do Janer Cristaldo. O Janer era até divertido. O Anselmo era do tipo “Frolic-Raivinha”. Era realmente chato.
Mas essa obsessão com o Olavo beirava o doentio. E não é que o cara chegou a flertar descaradamente com a insanidade ao inventar boatos da vida do Olavo? Pode até não ter inventado (não sei se é criativo o bastante) mas deu visibilidade as mentiras.
Não quero generalizar, mas tenho de concordar com Edward Wolff: Eu sempre achei que ateísmo é coisa de gente burra, mas não sabia que isso afetava o campo da moral também.

Ps: Bacana a atitide do Fernando Raphael. Se ele é ateu, prova que a máxima acima tem suas exceções

Thursday, October 29, 2009

Barak Blogildo

Dia desses um colega de trabalho disse que eu parecia com o Obama. Não estou certo se ele estava de gozação, se estava me elogiando (?) ou só jogando mesmo conversa fora. Perguntei o porquê. Ele deu a entender que era aparência física. Tudo bem que eu sou um mestiço. Mas, ao contrário de Obama, minha mãe é negra e meu pai é branco. E além disso, eu não simpatizo com os democratas. Também não simpatizo com os republicanos. São muito esquerdistas para o meu gosto. Mas aí é outra história.
Levei na brincadeira. Mas acho que meu colega não entendeu quando eu ressaltei as minhas diferenças com Obama:
-Minha mulher é branca.
-Minha mãe é negra.
-Não sou muito chegado num “change”.
-E pra finalizar: NO, I CAN’T!

Sunday, October 25, 2009

Irmã!

Ontem eu tive de pegar o metrô do Rio com integração para a Barra da Tijuca (coisa que eu não fazia há anos). A idéia da integração (metrô + ônibus) é até interessante, mas não funciona legal. É que o engarrafamento na Niemeyer tira toda a vantagem do ônibus de integração. Se não houver uma faixa exclusiva, babou!
Mas ocorreu comigo um negócio curioso. Estava eu indo para a Siqueira Campos e uma freira idosa estava para descer na estação de Botafogo. Assim que ela levantou deixou a carteira cair. E lá se foi a freira pela plataforma. Todos os que estavam no vagão viram e não se moveram. Corri, peguei a carteira, segurei a porta do metrô e por uma fração de segundo pensei: Como a chamarei? Senhora? Freira? Moça? E de estalo eu acabei gritando: Irmã! Irmã!
Entreguei a carteira da freira e ela me disse: Deus te abençoe. Voltei para dentro do vagão satisfeito comigo mesmo. Ria de mim mesmo. Afinal, ela não era minha “irmã”.

Monday, October 19, 2009

Que preguiça!

É no mínimo curioso ver a insistência da imprensa de ainda dar importância ao que Lula diz. Em fim de mandato o presidente já é carta fora do baralho. Quem dava bola para o que Bush dizia no final do ano passado? Quem dava bola para FHC nos últimos meses do último mandato?
Só porque “o cara” é quem é, ainda se dá bola para o que ele diz. Nada do que ele diz vale. Só vale o que a Dilma diz. E, claro, o que os demais candidatos dizem. O resto é papagaiada de tiete.

Monday, October 12, 2009

I'm late!